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sábado, 31 de agosto de 2013

O QUE É SEU?

AME O QUE É SEU, mais que um título é um recado..
Para montar uma imagem, fiquei pensando... O que é meu que devo amar? Pensei algumas coisas que tenho amor que não são minhas, pertencem ao mundo, não são meros objetos de posse...
Então o que é de fato meu? Talvez sejam minhas flores, a vista da minha janela, minha profissão, meu blog, minhas fotos, meu quarto repleto de objetos pendurados, e por que não dizer minhas escolhas? Sim, amo o que escolhi para mim, ou teria feito diferente, optando por outros caminhos...
O que sou hoje está longe de ser arrependimento. Sou uma soma de decisões, de experiências felizes e frustradas, de lágrimas e tantos sorrisos...

Emily Giffin por meio de sua personagem Ellen vai nos dizer muito sobre rumos e mudanças... Dúvidas e certezas, insegurança e esperança...
Mostrará Ellen e sua ousadia de viver o que quer para si, de contestar a realidade, de buscar sua realização independente do lugar em que ela esteja. Gostei de ver o quanto foi atrevida, no melhor sentido, deixando tudo para ver o que realmente queria... Tentou negar suas origens, recuperar o passado, mas o presente já tinha se tornado uma soma, e o novo resultado apresentava sua nova identidade, que era uma mulher muito mais forte, poderosa e determinada.

A nossa personagem tão divertida está dividida entre um amor intenso do passado: Leo; e um novo amor estável do presente: Andy. Estilos simplesmente diferentes. O primeiro liberdade e mistério; o outro conforto e simplicidade, se é que essas características podem casar.

Não sei o que me faz ir sempre contra o real, torcer pelo outro lado, como se fosse a oposição sempre. Talvez para ver até onde a minha personagem iria, testar seus sentimentos, como se colocasse os meus à prova também e das outras pessoas envolvidas. Quero uma inversão de papéis, uma reviravolta, um final diferente, ou triste de doer....

Para mim, um livro só termina dessa forma... Quando leio todos os capítulos e depois faço a leitura dentro de mim... O que esse livro significou, o que ele me disse sobre a vida nos mais diversos aspectos, o que ele disse sobre mim, sobre as coisas que acredito e amo...

"Sempre que houver escolha, haverá dúvida." Concordo.
Mas depois da escolha feita, só resta acreditar.



Como seria a vida se tivéssemos feito outras escolhas?
Ela não teria sido... A vida simplesmente é...
(Responderia de uma forma vaga e poética, sabendo exatamente o que quero dizer).
Portanto, a fim de explicar, eu acredito que a vida não seria melhor, nem pior... Apenas diferente.
O que tenho cabe a mim é fazer valer a pena agora!


TRECHOS SELECIONADOS...


"Acho que algumas coisas nunca mudam."

"No final, você poderia colocar um belo rótulo em tudo como acaso ou destino. Ou poderia então acreditar que faz parte da vida."

"Parece que todo casal tem duas histórias: uma editada para ser assistida no sofá; e uma versão sem cortes, que é melhor deixar para lá."

"Eu não tinha nada a provar para ele. E mais importante ainda, eu não tinha nada para provar a mim mesma."

"Todo mundo tem um passado."



"Eu tentava encontrar uma explicação corriqueira, sem conotação amorosa para descrever 'intenso'. Coisa impossível de se fazer. Seria o mesmo que dar um tom colorido à palavra 'luto' ou um ar de esperança a 'condenado'."

"Aprendi cedo que não se pode incluir todos os que têm dinheiro em uma mesma categoria. Uns trabalham duro, outros são preguiçosos. Uns se fizeram na vida, outros nasceram em berço de ouro. Uns são modestos e despretensiosos, outros, pomposos e vaidosos."

"Li certa vez que quando as horas voam enquanto a gente trabalha é porque se está seguindo a verdadeira vocação."

"O casamento não passava de um contrato entre duas pessoas - e que contratos só são necessários quando um não confia no outro."

"Eu tenho 29 anos, ainda é cedo para pensar em para sempre."

"Ninguém ia amá-lo tanto quanto eu. O que hoje, eu reconheço, está longe de ser uma vantagem a se oferecer para um homem, ou qualquer outra pessoa."

Nenhuma águia no mundo volta ao cativeiro por vontade própria."



"Ter aprendido desde cedo que a vida não é justa não me serve de grande consolo."

"Um filho é um filho até arranjar uma esposa, já uma filha é filha para a vida inteira."

"O meu ativismo se resume em votar."

"(...) a maioria dos casamentos tem algum tipo de problema - um dos dois ou ambos se acomodam, ou um acaba ficando insatisfeito, ou alguém trai, ou ao menos considera a ideia."

"É impossível não comparar. Quando você se encontra diante de uma encruzilhada, não dá para deixar de considerar a outra direção. Especular como a sua vida poderia ter sido."

"A vida é uma longa jornada, quando se tem sorte de viver uma vida longa."



"Ele não era um homem dos meus sonhos, e que certa vez coloquei em um pedestal, nem era o vilão. Ele simplesmente não era o cara certo para mim, na época. Nem mais, nem menos que isso."

"Aquele contato não era um acaso no meio de um diálogo. Ele era o próprio diálogo. E era também um convite. Um convite que eu aceitei."

"Por mais que eu me preparasse para o que estivesse por vir, eu, de fato, não sabia o que esperar."

"Você não é uma pessoa. Você é a melhor amiga dela."

"Faça o que fizer, não dê uma de coelho assustado, e não rasteje nem se encolha. Entendeu?"

"Tudo está bem quando acaba bem."



"Lar é onde mora o coração."

"O que mais te atrai é exatamente o que te leva à loucura."

"Talvez não fizesse a diferença na minha vida, mas teria feito diferença no meu coração."

"Não é justo ficar julgando, especialmente quando ele não faz a menor ideia de que está sendo julgado."


"Não estou certa como isso vai se dar, mas também sei que nada vai acontecer se eu continuar aqui."

"O que a sorte tem a ver com tudo? E eu tenho vontade de dizer muito. Ela tem muito a ver com tudo."

"Não faço ideia do que acontecerá daqui para a frente, só sei que procurarei ser honesta comigo mesma. Vou seguir meu coração, aonde quer que ele me leve. Eu devo isso a mim. Devo isso a todos."

"Às vezes, um final feliz é simplesmente impossível. Não importa o que aconteça, eu vou perder algo, alguém. 
E talvez seja nisso que se resume tudo. O amor, não como uma manifestação de paixão, e sim como uma opção pelo compromisso com algo ou alguém, sejam quais forem os obstáculos pelo caminho. E talvez, ao fazer essa opção diga mais sobre o amor do que nunca ter de fazer escolha alguma."

"Engraçado como a vida sofre reviravoltas, às vezes por acontecimentos fortuitos e às vezes por decisões calculadas. No final, todos podem ser classificados como destino, mas, para mim, são mais uma questão de fé."

"Não existem dois amores iguais, mas eu já não preciso fazer comparações."

"Este é exatamente o meu lugar, e é aqui que eu quero ficar para sempre."



ATÉ A PRÓXIMA POSTAGEM.
ASSIM ME DESPEÇO DE AGOSTO 
marcado por Histórias, comemorações e Ipês...



sábado, 10 de agosto de 2013

O leitor: livro e filme

Gosto da forma com que os livros encontram seu leitor. Ou lemos porque gostamos do autor, por ser novidade, por interessar pelo breve resumo, pela capa, pela indicação de alguém.... Sozinha talvez eu não tivesse encontrado "O Leitor" de Bernhard Schlink.


Devo fazer um busto para você em meio a minha estante de livros: Marcelo de Lima Coutinho, pelo "O Leitor" que me encantou, "Meu pé de laranja lima" que me fez chorar, "Morro dos Ventos Uivantes" que me deixou cinza, "Um dia" que me fez ver que a vida nem sempre é justa e que às vezes é tarde demais; "Bonequinha de Pano" pela doçura da história de Ziraldo, "A Doçura do mundo" por me apresentar um romance da Índia que me fez uma apaixonada por Thrity Umrigar; entre outros que não merecem destaque ou que a memória não colabora... Caso nunca tenha dito, obrigada...

O leitor quase me fez desistir nos primeiros parágrafos, quando nosso protagonista vomita pelo caminho... Nojento! Mas é só um teste para verificar se o leitor está disposto para acompanhar um romance intenso...

Trata-se da história entre Michael e Hanna, uma mulher mais velha, que vai proporcionar ao adolescente uma experiência de prazer, de amor, de entrega da forma mais natural e, ao mesmo tempo, cheia de mistérios, surpresas e decepções...


Michael é apenas um moleque, carrega consigo pequenas histórias de colégio... enquanto Hanna traz uma história pesada que a perseguirá até o final do romance...

Gosto em especial quando Michael divide tantas leituras com a mulher, na cama, no banho... O que é retratado tão maravilhosamente no filme. Aos, poucos, é revelado um dos segredos de Hanna que a envergonha acima de qualquer barbaridade relacionada aos campos de concentração a qual é acusada: o fato de ser analfabeta.

Anos separados, Michael continua a ler histórias para Hanna e gravá-las em fita. Talvez a literatura tenha feito com que ela sobrevivesse tanto tempo. A capacidade de ouvir a leitura a salvou, principalmente da solidão. E eu diria que somente o amor é capaz de ser fiel mesmo à distância e de produzir uma declaração tamanha como a de Michael.

O livro proporciona uma leitura interior, questionando-nos até onde guardaríamos um segredo, a que nos sujeitaríamos em nome de algo que nos envergonha, o que faríamos submetidos à mesma história e se nosso amor seria o bastante para suportar...

Faltou a Michael, em muitos momentos, coragem e iniciativa... Se ele tivesse tomado alguma atitude no momento certo, a história poderia ser diferente...
E o que tenho a dizer sobre Hanna, depois de tudo, é que talvez tenha sido tarde demais para uma segunda chance... Sua motivação era aprender a ler, e depois de cumprir tal meta, cabe ao leitor aceitá-la...


Uma grande história e um filme espetacular. Vale a pena!
Deixo imagens do filme em meio a postagem para você que seja o próximo Leitor!


MINHA ESTIMADA SELEÇÃO DE TRECHOS...

"É difícil avaliar uma idade quando ainda estamos distantes dela."

"'Às vezes eu tinha a sensação de que nós éramos como animais domésticos. O cachorro com quem se vai passear, o gato com quem se brinca, (...) pois a vida está em outro lugar. Eu ficaria satisfeito em pensar que nós fôssemos sua vida."




"Eu me sentia como numa despedida. Estava ainda lá e já tinha partido."

"Às vezes a lembrança não é fiel à felicidade quando o fim foi doloroso. Será porque a felicidade só vale quando permanece para sempre?"

"Será que essa tristeza é tristeza pura e simplesmente? É ela que nos acomete quando belas lembranças tornam-se frágeis se rememoradas, porque a felicidade lembrada não vive mais da situação, mas sim de uma promessa que não foi mantida?"

"(...) Contou tudo como se não fosse sua vida, mas a de uma outra pessoa que ela não conhecesse direito e que não lhe dissesse respeito."

"Eu gosto de não ter que me preocupar com nada."
(Eu também)

"Quando nos abrimos
você a mim e eu a você,
quando afundamos
em mim, você, e eu em você,
quando parecemos
você dentro de mim e eu dentro de você.

Então
eu sou eu
e você é você."


"Não relevei nada do que deveria silenciar. Calei o que deveria revelar."

"Talvez eu possa falar sobre isso uma outra vez.
Mas nunca chegou a hora."

"Não tínhamos nenhuma vida em comum; pelo contrário, ela me dava em sua vida o lugar que queria dar."

"Em algum momento a sua lembrança parou de me acompanhar. Ficou para trás, como uma cidade fica para trás quando o trem segue viagem. Ela está ali, em algum lugar atrás de nós, e podemos ir para lá e nos assegurarmos de sua existência. Mas por que deveríamos?

"O lembrar era só registrar. Eu não sentia nada."

"Pelas razões erradas fez a coisa certa."

"Era uma verdade lamentável e uma justiça lamentável, mas eram as suas, e a luta por aquilo era a sua luta."



"Uma vida cujas vitórias consistiam em derrotas secretas."

"Sentia em mim um grande vazio, como se tivesse procurado por algum sinal, não lá fora, mas em mim, e me desse conta de que não havia nada a encontrar."

"Quando o julgava como cabia julgá-la, não havia lugar para a compreensão."

"Saber de tudo não queria dizer tomar parte."

"Na verdade, eu tinha de apontar para ela. Mas o dedo que apontava, voltava-se na minha direção. Eu a tinha amado. Não só a tinha amado, como também a tinha escolhido."




"Então desisti novamente de contar as coisas. Não é preciso contar, porque a verdade do que se conta está no modo como se é."

"Fugir não é só correr de um lugar, mas também chegar a outro."

"Como é que os gregos, sabendo que não se entra duas vezes no mesmo rio, poderiam acreditar em retornos? Ulisses não retorna para ficar, e sim para partir novamente."

"Uma desvantagem da leitura em voz alta é o fato de ela demorar mais. Mas a vantagem era que os livros lidos assim guardam-se melhor na memória."
(Acho que meus alunos devem me agradecer pelas aulas de leitura em voz alta)

"Tinha a sensação de que ela só podia ser o que era para mim na realidade a distância."

"Garanti a ela um pequeno recanto, certamente um recanto que era importante para mim, que me dava alguma coisa e pelo qual eu fazia alguma coisa, porém não era nenhum lugar na minha vida."

"A garantia de que a história escrita é a certa está no fato de eu tê-la escrito e de não ter escrito as outras versões. A versão escrita quis ser escrita, as muitas outras não o quiseram."

"Primeiro quis escrever nossa história para livrar-me dela. Mas para esse objetivo as lembranças não vieram. Há alguns anos deixo nossa história em paz. Fiz as pazes com ela. E ela retornou, detalhe, após detalhe, de uma maneira redonda, fechada e direcionada que já não me deixa triste."

"Que história triste, pensei durante muito tempo. Não que eu pense agora que ela é feliz. Mas penso que é verdadeira e, diante disso, perguntar se é triste ou feliz é algo que não faz sentido."



Até a próxima postagem


E nesse dia dos pais deixo registrada minha saudade
Minha imensa saudade pelo meu...
Que estará, de uma forma especial, 
sempre vivo em meu coração e em meu dia!


Feliz dia dos pais aos grandes e fortes que conheço...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Era uma vez... com Thalita Rebouças!

"Será que a primeira vez continua sendo, para as meninas, uma coisa especial, um assunto muito pensado?
Claro. O mundo muda, mas a essência da adolescência continua a mesma."


Ler Thalita Rebouças me faz sentir adolescente mais uma vez. E não sou?
Talvez 10 anos tenha passado rapidamente olhando no auge dos meus 29 anos. Porém, aproveitei cada fase tal como deve ser. Brinquei até o máximo que podia; estudei sem ter que pedirem ou mandarem; escolhi meus namorados, alguns errei feio, mas faz parte do arquivo morto de minha memória. Também escolhi outros que não tinham potencial para namorar, fiz muitos amigos, saí como louca, dancei até o chão e em cima de trio elétrico... Enfim, aproveitei minha fase.

Acredito que tudo tem seu tempo e é essa mensagem que Thalita nos passa por meio das histórias de Teresa, Clara, Tuca, Nanda, Patty e Joana, 6 meninas que têm experiências diferentes com relação à primeira vez.

"Toda primeira vez é legal. A primeira vez que conseguimos pedalar nossas bicicletas sem o pai atrás, a primeira nota dez, a primeira vigem, tudo que é novo normalmente é bom. Então por que criar criar tantos fantasmas?"

Recentemente na escola conversávamos sobre o primeiro beijo, e comentei que tinha uma foto do momento. Não sei onde ela se encontra. Eu tinha 14 anos...
Riram ao ver que eu fazia já parte de uma geração marcada pela fotografia. Hoje acredito que seja mais fácil ainda com a digital e os celulares cujas potências superam as câmeras, tanto que as pessoas até têm vídeos registrados... Eu já acho que nem tudo deve ser guardado em cartão de memória. Existem certos momentos que devem ser apenas vividos.

Vejo muita gente que a cada passo posta uma foto, como se tivesse a obrigação de mostrar para as pessoas que está feliz, que está curtindo. Quem realmente está aproveitando não tem tempo para tantos cliques.

Mas o assunto do livro é a primeira vez. Também não vou me expor contando minha história.
Sei que a minha foi no momento exato, marcado pela presença de um arco-íris como confirmação da minha pergunta se deveria ir ou não...


O livro não traz nenhuma baixaria, conta apenas de relacionamentos dessas meninas com seus ficantes, e a experiência de modo geral que cada uma teve. Algumas com final feliz, outras tornaram-se maduras, criticaram o momento, encontraram outra pessoa, e há ainda a possibilidade de preferir esquecer essa primeira vez e tentar uma segunda vez.

Vale dizer que é sempre com humor que Thalita desenvolve suas histórias... Seu tom jovial nos faz rir, reviver momentos e nos entregar a esse "drama" das meninas da forma que também vivemos um dia...

SELEÇÃO DE TRECHOS...


"Eu não planejava amar ninguém antes de fazer 18!"

"Foi muito duro me tocar de que minha tarde encantada tinha sido encantada só para mim."

"Descobri, anos mais tarde, que na fase adulta o homem substitui o 'preciso de um tempo para mim' pelo 'o problema não é com você. É comigo.' Sim, e ainda tem o terrível 'estou num momento muito meu.'"

"Droga, porcaria de "MAS" sempre atrapalhando meus planos, minha vida! Palavra mais inconveniente."

"Segundo os preceitos da principal Lei de Murphy, 'se uma coisa pode dar errado, dará.'"

"Aquele amor enorme e com cara de eterno deu lugar a uma amizade maravilhosa."

"O amor da minha vida virou o amigo da minha vida."

"A vida é curta. Curta."

"Era a oportunidade perfeita. E oportunidades perfeitas não acontecem muitas vezes."

"Trocamos algumas poucas palavras. Todas sem vida."

"Aprendi que primeira vez só deve rolar com um cara que a gente confia plenamente e de quem a gente é, antes de tudo, amiga. Isso mesmo, amiga."

"Modelos são cabides que andam."

"Filho é para a vida toda, e a vida toda é tempo pra caramba. Filho deve ser planejado, não acontecer por mero acidente."

"Demorei para entender que nós também temos o nosso universo paralelo, que eles também não compreendem. (...) E não existe perfeição em se tratando de relacionamento, nem nos universos paralelos."

"O romantismo dentro de mim deu lugar a um sentimento esquisito e o que era para ser doce de leite virou biscoito de água e sal."

"Nenhuma parte mereceu destaque no baú de minha memória."
"Parti em voo solo e assim fiquei por um tempo, voando, conhecendo gente bacana, aprendendo a adorar minha companhia...!

"Se é ou não O cara, não sei. Parei com esse negócio. Definitivamente. Sei que ele é o cara que me faz feliz todo dia. E está bom demais assim."

"Nunca gostei dessa coisa de ficar igual a todas as minhas amigas. Quem segue o rebanho pisa no cocô."

"Percebi que a vida realmente não é um esquema, não é uma coisa que a gente planeja e acontece, uma peça que a gente ensaia e dá certo na hora em que sobe o pano. Precisamos viver cada dia e deixar os acontecimentos nos surpreenderem."

"A luz de uma lua enorme fazia aquele cenário parecer uma pintura."

"Girei 360 graus, bem devagarinho (...) e agradeci. Por estar viva, por ser e morar nesta cidade violão, cheia de curvas, por poder desfrutar dela por inteiro."

"Passei a ignorar os outros e, principalmente a opinião dos outros. Desde então, sou muito mais feliz."

"Frase de agenda (...) Prefiro me arrepender de ter feito do que de não ter feito."

"(...) Conceitos são conceitos, mas podem ser revistos e até mudar com o passar do tempo.
Você faz seus conceitos. Você faz a sua vida."

"Quem pariu Mateus que o embale."

"Infidelidade não tem nada a ver com amor. Uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. Assim você vai ser mais feliz, vai por mim!"


ERA UMA VEZ O PRIMEIRO BEIJO
ERA UMA VEZ O PRIMEIRO NAMORADO
ERA UMA VEZ A PRIMEIRA VEZ
ERA UMA VEZ O PRIMEIRO AMOR
ERA UMA VEZ O PRIMEIRO DE MUITOS...
ERA UMA VEZ O QUE VEIO PARA FICAR.

É MAIS OU MENOS ISSO...


CURIOSIDADE..

Quando estava procurando outros livros no Extra devido ao frete grátis e bom preço (é sempre bom compartilhar), encontrei uma novidade da escritora:

Leo e Rosa estão de volta e vão mostrar que namorar é bom, mas nada fácil! Que nem sempre amar rima com concordar. E no livro, em cada história, Leo e Rosa dão a sua própria versão. E adivinha quem acompanha os rolos no dia a dia dos dois adolescentes? A Turma da Mônica Jovem! Monica e Cebolinha, tal qual Leo e Rosa, comentam as cenas, comuns a todo casal de namorados. Leo fala sobre as mudanças de humor de Rosa, enquanto Rosa fala sobre a falta de sensibilidade de Leo.
Trata-se da continuação da história de Leo e Rosa do livro Ela disse, ele disse.

Este se encontra entre as minhas próximas aquisições, assim como Ps eu te amo! Quem quiser me presentear, fica a dica!
Tenho uma lista dos meus desejos literários! Acho que todo mundo que é apaixonado por livros tem a sua.
No momento, busco um exemplar de "O Leitor", porque aquele que li é emprestado... =)

Até a próxima postagem:

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Uma curva na estrada: amor e perdão à prova

Estou tentando colocar o blog e minhas leituras em dia...

Às vezes, quando se busca o amor, primeiro é preciso encontrar o perdão. Dessa forma, somos convidados a conhecer a curva na estrada que separou Miles de sua esposa e primeiro amor Missy.


Perdoar é para os fortes e para os covardes. Dependendo da situação, julgamos de uma forma. Se há muita aceitação, sem luta, sem discussão, sem exposição de pontos de vista, sem novo acordo estabelecido, sem qualquer remendo causado... trata-se de covardia.

Perdoar um erro, uma falha, uma omissão, uma traição são atitudes comuns embora sejam surpreendentes do modo mais negativo. Difícil dizer como se sente a pessoa que perdoa e o perdoado. O desespero e culpa que carrega aquele que pecou, e o sofrimento e decepção daquele que perdoa.
E perdoar um assassino? O culpado por um tragédia? O responsável por um acidente?
Nesses casos, perdoar é uma tarefa tão desafiadora que não acredito que eu seja capaz.


Mas lembre-se de que perdoar não é esquecer. Posso ser nobre por perdoar, por outro lado não serei humana ao esquecer. Talvez seja mais uma característica que tenha herdado do meu pai e que faz parte de quem sou. Eu gosto das pessoas de graça, admiro e tenho orgulho de atitudes, sei reconhecer, não sou orgulhosa por mudar de opinião; porém não pise em falso em meu território, não simule intenções que não as tem; não seja o que não é; não faça por menos se pode ser melhor... Eu só espero de cada um o mínimo de reciprocidade do que ofereço... O contrário é perdoado certamente com o tempo; e a pessoa velada aos poucos dentro de mim.


Curva me faz pensar em obstáculo, em desvio, em mudança de direção.
Andar em linha reta é previsível demais, fácil, cansa, dá sono. Um amor em linha reta daria a sensação de infinito, de ampla visão, de estabilidade. Mas, quando uma curva aparece, é a hora de colocar o sentimento à prova, ou seja, hora de verificar se ambos estão preparados para mudar de ritmo  e encarar outra direção.


Miles não estava preparado. E, sem qualquer vínculo, acompanhamos a nova trajetória de um subxerife, cuja mulher fora atropelada e morrera sem qualquer socorro, sem que nada fosse feito e, pior, sem qualquer pista do culpado.

E o mais genial do livro é que o culpado pelo acidente se manifesta, diz o que sente, mostra a sua visão dos acontecimentos, conta como aconteceu, o que deixou de fazer, e os detalhes do que não havia para ser feito até não ter mais escolhas; afinal sua omissão foi uma escolha cujo preço pagou a longas prestações pela vida.

Junto de Miles, vamos nos apaixonar pelo filho tanto quanto ele, e pela professora (Sarah) que o faz reviver, repensar, reencontrar e resolver...


De certa forma, o livro propõe uma reflexão... O que você faria se estivesse no lugar de Miles?
E de Sarah?
Difícil supor...

Gostaria apenas de que o final fosse diferente, que Miles sustentasse sua decisão até o fim.
 No entanto é uma grande história.


FRASES SELECIONADAS...


"Onde de fato começa uma história? Na vida, são raros os inícios bem marcados, aqueles instantes dos quais um dia podemos dizer: 'Foi ali que tudo começou'. Mas às vezes o destino cruza nosso caminho e inicia uma sequência de acontecimentos que levam a um desfecho imprevisível."

"Uma coisa ela havia aprendido: a vida raramente segue nossos planos."

"Não queria mais chorar, mas os sonhos antigos demoram a morrer."

"Criança é criança, pouco importa de onde venha, sobretudo quando é pequena."

"Aquilo quase bastou para fazer com que sua vida parecesse valer a pena. Quase."

"Não tem problema ficar triste. Todo mundo fica triste de vez em quando."

"-Quer dizer que você arrasa corações?
- O meu coração é que foi arrasado."

(Gosto das 'tiradas', do senso de humor, das indiretas e da inteligência das breves conversas entre Miles e Sarah)

"Havia algo em seus olhos e em seu jeito de falar que refletia os desafios que enfrentara ao longo dos últimos anos."

"- Posso perguntar o que foi aquilo lá dentro?
- É uma longa história.
- As histórias geralmente são."

"Um pouco de mimo nunca fez mal a ninguém."

"As cidades grandes têm uma vibração, uma animação que não existe nas cidades pequenas.
Um lugarzinho tranquilo para relaxar no fim do dia, vistas agradáveis, alguns bons amigos. O que mais importa além disso?"

"- Você conseguiria se ver morando em um lugar como este?
- Para sempre, você quer dizer?
(...)
- Depende
- De quê?
- De qual seria minha razão para ficar.
As palavras dela ou eram um convite ou uma promessa."

"(...) Saboreava a sensação de segurança daqueles braços enquanto o resto do mundo seguia seu curso."

"Se não der certo por algum outro motivo, tudo bem, eu aguento. Mas não tenho forças para enfrentar de novo o que já enfrentei uma vez."

"- O que você quer, uma medalha?
- Para começar. Um troféu também seria bacana.
- E o que você acha que está segurando nesse exato momento?"

"Fui andando cada vez mais devagar, como se diminuir o passo pudesse aumentar as chances de um desfecho melhor."

- Preciso saber se você foi procurá-lo.
-Está querendo saber ou já sabe?
- Estou perguntando porque quero saber se você está disposto a mentir na minha cara."

" Sabia que se manter em silêncio era a melhor forma de obter uma versão não censurada dos acontecimentos."

"Quando você se olhar no espelho, quero que se lembre disso. E não quero que se esqueça nunca de tudo que tirou de mim. Você levou embora a pessoa que eu mais amava no mundo."

"Faça alguma coisa boa da vida, algo que não me leve a arrepender do que estou fazendo. Prometa isso para mim."

"Eu vou ficar bem, disse a si mesma. Aconteça o que acontecer, vou sair dessa, assim como já saí antes."
DEIXE SEU COMENTÁRIO...
Até a próxima postagem:







domingo, 7 de julho de 2013

Gabriel, o pensador, na escola

Estou tentando colocar o blog e minhas leituras em dia...

A vida de professor exige certa mudança de ritmo, dependendo da seriedade com que cada profissional a encara. Eu detesto acordar cedo, mas visto a camisa da escola em que trabalho com muito prazer e orgulho.


A postagem de hoje será diferente das demais, porque gostaria de compartilhar uma atividade que fiz recentemente com meus alunos do 9º ano.

Incrível como tudo parece que se encaixa. Foi um aluno que veio me mostrar uma música do Gabriel, o pensador: Estudo errado. Ouvi um pedaço, e, em casa, com mais tempo, tive a oportunidade de apreciá-la com mais atenção. O que eles estavam ouvindo? Uma música que faz um protesto contra alguns aspectos da vida escolar, como a inutilidade de certos conteúdos, matérias decorativas.


Achei a letra sensacional, um tapa na cara da educação nos moldes antigos. E aquele aluno, juntamente com outros que fui descobrindo depois, sabiam a extensa letra da música. E a explicação para isso me parece óbvia... Eles concordavam com o Pensador, sabiam aquilo de cor, porque era de coração.

(Quem tiver curiosidade, acesse o link, escute a música e acompanhe a letra.)

Com o passar dos dias, fui seguindo o livro didático, e ali estava uma entrevista com o cantor e compositor. Foi nesse momento que achei apropriado inserir algumas músicas dele e trabalhar interpretação. 
Logicamente que Estudo Errado deveria ser escutada e debatida oralmente, a fim de descobrir o que há de errado ou o que está faltando no ensino.

Porém, a atividade de Interpretação escrita que fizemos estava relacionada à música Palavras Repetidas.

(A fim de conhecer a música, acesse o link.)

Trecho da Música: PALAVRAS REPETIDAS

Terra tá soterrada de violência
De guerra, de sofrimento, de desespero
A gente tá vendo tudo, tá vendo a gente
Tá vendo, no nosso espelho, na nossa frente
Tá vendo, na nossa frente, aberração
Tá vendo, tá sendo visto, querendo ou não
Tá vendo, no fim do túnel, escuridão
Tá vendo no fim do túnel escuridão
Tá vendo a nossa morte anunciada
Tá vendo a nossa vida valendo nada
Tô vendo, chovendo sangue no meu jardim
Tá lindo o sol caindo, que nem granada
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá vindo um carro-bomba na contramão
Tá vindo o suicida na direção

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã
porque se você parar pra pensar a verdade não há"

 ANÁLISE DA MÚSICA

1. Na primeira estrofe, é feita uma sequência de cenas vistas, que se inicia no espelho e termina no verso que diz: “Tá vendo nossa vida valendo nada.” De acordo com a música, o que está acontecendo conosco?

2. À medida em que estamos vendo, há outra fato acontecendo quase que simultaneamente.
Com sua palavras, defina o que está vindo em nossa direção.

3. Nesta música há uma ligação com outra “Pais e Filhos", a qual é utilizada como refrão. Qual o sentido deste trecho relacionado à musica?

4. Qual o tema predominante na terceira estrofe após o refrão?

5. Na última estrofe, é possível retirar um pensamento positivo diante de toda situação catastrófica. Que pensamento seria esse? Por que devemos pensar assim?

6. Elabore, como fez Gabriel, o pensador, uma sequência de versos com base nos dias de hoje de fatores que estamos vendo e estão vindo em nossa direção.
Tá vendo .............................................................................
Tá vendo .............................................................................
Tá vindo .............................................................................
Tá vindo .............................................................................


De todas atividades, a que me surpreendeu foi a última, em que observei criações tão tristes, críticas, tão relacionadas ao momento vivido. Foi quando cheguei à conclusão de que não havia outra música para o momento!
Abaixo algumas das respostas do meus queridos do  9ºA, primeira sala em que apliquei a atividade.

Tá vendo o que vocês fizeram? 
Tá vendo a confusão?
Tá vindo manifestação
Tá vindo a revolução

João Batista

Tá vendo a destruição?
Tá vendo a manifestação?
Tá vindo o povo
Tá vindo a razão

Myrella

Tá vendo a destruição?
Tá vendo a corrupção?
Tá vindo a morte
Tá vindo o fim da nossa sorte.

Renan

Tá vendo Hittler?
Tá vendo o Sadan Hussein?
Tá vindo guerra
Tá vindo destruição                           

Matheus Vitor

E termino com duas frases de Gabriel, o Pensador que, de certa forma, apontam o caminho...

"Nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte."

"Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo".

Gostou da atividade?
DEIXE SEU COMENTÁRIO.

sábado, 29 de junho de 2013

Rubem Alves: muito prazer...

Cada livro do Rubem Alves é um prazer, uma alegria... Como ele mesmo disse em uma entrevista citando Ricardo Reis: "Cada dia sem gozo não foi teu." Atribuo tal sentido aos livros. Cada um que não foi lido com prazer, não valeu a leitura.

Variações sobre o prazer trata-se de uma novidade: um livro que não foi acabado, cujo tom é definido: "entre o solene e o íntimo, entre o sério e o brinquedo, um tom que não seja de instrução, mas de conversa amigável sobre várias coisas que aprendi." 



Ele ainda acrescenta que um livro não terminado se pareceria com a vida que termina sempre sem que tenhamos escrito o último capítulo.

Outra característica da obra, que me faz achar Rubem Alves único, é que seu livro é cheio de notas, que não são de rodapé, chatas, contendo apenas referências, explicações; mas notas de canapé, que são saborosas, repleta de histórias. E acreditem, destaco trechos em todos os cantos.

Entendo quando Rubem diz que seu livro "deveria ser lido sob a luz das velas.", e não sob a luz do sol como tantos outros... que são para ser devorados. Este é para ser saboreado devagarzinho...

Gosto de tudo, das metáforas, do jeito poético de tecer suas explicações e pontos de vista, das belas imagens que oferece, das tantas citações que coloca em seu livro, que podem ser vistas na seleção de trechos. Rubem Alves é tudo que lê, que gosta, que ama... Identifico-me com ele em muitos aspectos, sobretudo no que diz respeito à educação em que critica a realidade, mostra que há uma saída baseada no amor e na dedicação daqueles que realmente têm o dom de ensinar.

"Não quero que você simplesmente 'entenda' o que escrevo. Quero que você sinta o meu 'gosto'."

Qual seria o gosto de Rubem Alves neste livro? Ele diz que a fruta da capa deveria ser um caqui, mas eu nunca comi caqui. Gostaria que fosse uma manga: macia, saborosa, cheia de caldinho, que, quando terminada, há tanto ainda dentro da gente... Uma fruta que nos lambuzamos, que serve de alimento... Assim também... Variações sobre o Prazer...





IMENSA SELEÇÃO DE TRECHOS...

"A poesia nos convida a andar pelos caminhos da nossa própria verdade, os caminhos em que mora o essencial."

"Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra. E se ela pode ser a última batalha, que valha a pena."

"'Tornamo-nos eternamente responsável por aqueles que cativamos...'... Mas isso não é terrível? Ser responsável por tanta gente? Cristo, por amar demais, terminou na cruz. Embora não saibamos, o amor também mata.
Então, abandonar o amor? Não. Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de "abrir mão" -  a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial."



"Quero meus amigos. Não do jeito do Roberto Carlos, que queria ter um milhão de amigos. Não é possível ter um milhão de amigos. Quero meus poucos amigos. Amigos: pessoas em cuja presença não é preciso falar..."

"Nossa vida, infelizmente, não é como uma sonata. Ela é interrompida antes da hora. Muita coisa fica para ser dita."

"Eu não procuro. Eu encontro." 
(Picasso)

"A gente não busca, ouve. Não pede ou dá, aceita."

"Nas montanhas, o caminho mais curto é de pico a pico: mas, para isso, é preciso ter pernas longas."

"O importante na conversa são os pensamentos que ela provoca e não as conclusões a que se chega."

"Morre e transforma-te" 
(Goethe)

"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos. A coragem chega ao entardecer."
(Albert Camus)

"Muito cedo na minha vida ficou tarde demais."

"O ensino dos saberes é a transmissão de uma herança, caixa de ferramentas. O professor, ao ensinar, está dizendo: 'Eu estou lhe dando aquilo que sei'. Os saberes são transmitidos para que as novas gerações não tenham que começar sempre de novo, da estaca zero. Os velhos ensinam saberes para que os jovens possam começar a navegar a partir do porto onde eles chegaram. O que, para os velhos, foi porto de chegada, será para os jovens porto de partida: para que possam ir além deles mesmos."

"Quem se sente fascinado pelo mar, acaba por descobrir maneiras de construir barcos e de navegar."

"Os conhecimentos nos dão meios para viver.
A sabedoria nos dá razões para viver.
Sábias são as pessoas que sabem viver. Tolo é aquele que, tendo defendido tese sobre barcos e mapas, não sonha com horizontes, não planeja viagens, não imagina portos. Anda sempre em terra firme por medo do naufrágio."

"O excesso de informações faz o corpo tropeçar."

"(...) tentei por muitos anos ser um pianista, sem sucesso. Os dedos eram ótimos, mas faltava-me o essencial: o talento. Abandonei o piano com tristeza, consciente de que ele não me abandonara, pois, na verdade, nunca estivera comigo."

"Quando a alma gosta de uma coisa, ela quer que ela seja repetida, indefinidamente. Ela quer repetir o poema que a emocionou, o abraço, a comida, o perfume, a ideia, o pôr do sol, a paisagem. A alma deseja sempre retornar.

"Perguntei à terra
perguntei ao mar e profundezas,
entre os animais viventes às coisas que rastejam.
Perguntei aos ventos que sopram aos céus,
ao sol, à lua, às estrelas,
e a todas as coisas que se encontram às portas da minha carne...
Minha pergunta era o olhar com que as olhava.
Sua resposta era a sua beleza..."
(Santo Agostinho)

"E o fim de todas as nossas explorações
Será chegar ao lugar onde saímos
E conhecê-lo então pela primeira vez"
(T.S. Eliot)

"O excesso de tristeza ri, o excesso de alegria chora."
(Willian Blake)

"Há uma felicidade que só experimenta quando se vive."

"Para se desfazer o nó é preciso saber como ele foi produzido."

"A história não se faz só com sonhos."

"A nossa volta tudo é outono, céu puro e entardecer."

" Se matriculassem um computador num cursinho, ele tiraria sempre nota máxima em todos os testes, passaria em primeiro lugar no vestibular, salvaria na sua memória tudo que fosse ensinado. Em tudo seria superior aos seus colegas humanos. Menos num detalhe: uma pergunta ele não saberia responder: De tudo o que você estudou e aprendeu, o que foi aquilo de que mais gostou?"

"Para fazer uma campina
Basta um só trevo e uma abelha.
Trevo, abelha e fantasia.
Mas, na falta da abelha,
Basta a fantasia."
(Emuly Dickinson)

"De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo."
(Adélia Prado)

"A alegria, na ausência, tem o nome de saudade: doce e amargo. A alegria é doce; a ausência é amarga."

"O navegante sonha não só com o porto de chegada, mas também com o barco."

"(...) Quem tem o seu amor numa ilha distante ama também os perigos do navegar."


"Para se ter o prazer de uma noite estrelada é preciso que haja uma noite estrelada."

"Educadores não se fazem. Educadores nascem."

Até a próxima postagem...