Sempre em atraso com as atualizações do Blog...
Janeiro de 2023 já se despediu, e estou com dois livros finalizados com sucesso.
O livro que abriu o ano foi "Para Sir Phillip, com amor" - volume 5 de Os Bridgertons.
Devo dizer que gostei muito do romance, acreditei na história entre Eloise e Phillip, principalmente pela troca de cartas, que é o início da história dos dois.
Sempre gostei de escrever e tenho várias histórias de cartas guardadas e registradas em minha história. Havia um tempo em que eu recebia cartas e bilhetes de alunos e guardava em uma caixa que foi ganhando proporção... Meu primeiro namorado escreveu-me uma carta fazendo um retângulo na folha e eu tinha que girá-la para ler... a expectativa misturou-se com uma leve tontura.
Tenho cartas de outro namorado guardadas com muito carinho em uma necessaire do Boticário.... todas seguem praticamente o mesmo padrão, parecem cartas de baralho dobradas.... Tenho outras em uma caixa azul e branca que carregam boas lembranças e a intensidade de um amor declarado... E também tenho bilhetes, cartas e mais cartas de amigas de infância, da adolescência, da faculdade.
Nossa, são tantas histórias. Tenho também mais duas outras histórias sobre cartas, sobre corresponder-se com alguém à distância e cultivar essa espera, esse compartilhar... Nenhum deles se tornou uma grande história de amor, nem se configuraram como namorados, mas me fizeram sonhar, acreditar, fizeram-me sentir apaixonada e viva. As cartas são como provas de que realmente algo foi vivido, elas carregam energia.
Tenho uma coleção de cartas, pequenos cartões, muitas não possuem sequer uma assinatura, mas a história está ali escrita. Quem viveu sabe que viveu, e isso basta. E também tenho a memória de quem nunca me escreveu uma só palavra em um pedaço de papel...
Falando em cartas...vou deixar aqui um vídeo muito especial que faz parte do projeto de poesia que realizávamos na escola em que trabalho.
Por toda essa história que tenho comigo, por essa paixão pela palavra escrita é que acredito na loucura de Eloise de se corresponder com um homem que ficara viúvo, na tentativa de consolá-lo. Depois há também a expectativa da resposta, as curiosidades e cada um vai criando a imagem do outro com base no que está escrito. Não há nada mais mágico e apaixonante!
Hoje isso fica reduzido a mensagens do WhatsApp as quais favorito, mas dificilmente serão eternizadas como a escrita à caneta, no papel escolhido....
Mas voltando ao livro... Phillip diz que estava em busca de uma esposa, e Eloise, como uma "solteirona", atreve-se a fazer suas malas e ir em busca dessa aventura. Ser ela a esposa? Por que não? Às vezes nos falta essa ousadia, esse atrevimento ou um convite despretensioso que nos faça arrumar as malas e tentar a sorte...
Quando se encontram, há uma situação desconfortável, porque são praticamente estranhos embora se conheçam por cartas... e surgirão os obstáculos... De repente uma mulher em casa, uma companhia, as crianças que não aceitam essa nova pessoa, a rotina da casa que é alterada, a falta de privacidade e até de silêncio serão situações que eles terão que enfrentar em busca de um objetivo único que nem sempre parece tão claro e tão certo.
Vale a leitura! Vale o romance! Vale se apaixonar sempre!
SELEÇÃO DE TRECHOS...
"Todas as casas antigas são cheias de correntes de ar." (Porque a minha é... Fato.)
"Em sua opinião, a necessidade nunca é mãe da invenção. A maioria das grandes invenções acontecia quando alguém estava tentando resolver um problema completamente diferente."
"Era fácil esquecer alguém que nunca era visto."
"Se ele soubesse que seria tão fácil ir atrás de seu caminho no mundo, teria feito osso muitos anos antes."
"Ela era do tipo que gostava de preencher qualquer silêncio."
"Seus olhos eram da mesma cor, completamente indecifráveis."
"Doía demais perceber que imperfeito era pouco para defini-lo."
"Quando ela sorria, o rosto inteiro dela se transformava."
"Ele era bonito, de uma maneira rústica." (Eu tinha alguém para ilustrar esse trecho...)
"Ela tinha fibra. Determinação. Era feliz."
"Talvez ela tivesse vencido a aposta que fizera com o destino."
"Um ano pode marcar o período oficial de luto, mas não era muito tempo para superar a morte de alguém querido."
"Não era o tipo de mulher que gostava de silêncio.(...) Ela podia falar horas sobre nada em particular."
- É meu único defeito.
- O único que vale a pena comentar." (Adoooooro as respostas!)
(para a qual nem sempre
































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