Páginas

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Fala sério, professor

Mais um exemplar de Thalita Rebouças concluído há algum tempo com sucesso. Uma pena que não tenha dado tempo para compartilhar com meus alunos... Gosto de ler primeiro, ter meu ponto de vista, analisar o quanto é apropriado e, depois, compartilhar com quem demonstrar interesse...


"Fala Sério, Professor" é mais um livro divertido, que conta sobre os diversos professores e experiências que teve Maria de Lourdes, na escola e fora dela. Profissionais que acabaram marcando como um exemplo a ser seguido ou a ser esquecido... Mas todos exemplos. 

Isso dos 03 aos 22 anos.
Gostei de ter sido destacada a figura do professor, porque, sendo uma, defendo a classe, reconheço a importância e acredito que a figura do profissional é tão presente quanto aos próprios pais, devido ao tempo de convivência, às lições aprendidas, ao relacionamento construído.

O livro faz pensar nos professores que também tivemos... talvez me lembre sim de todos, mas vou destacar alguns que tive e alguns episódios que foram capazes de eternizá-los. Quero tentar resumir cada um em uma palavra.

Mirian: (mãezona) A primeira lembrança...professora do pré, sabia o quanto eu sofria para ir à escola, tinha paciência comigo quanto criança... Brava e adorável ao mesmo tempo.



Tia Geni (Apego): professora durante alguns anos no ensino fundamental, que me viu crescer, superar as dificuldades. Foi meu primeiro grande apego... e a pessoa responsável por desfazer a crença em Papai Noel. Essa preciso contar...
Já era maiorzinha sim, e não sei o que a fez debater em sala que Papai Noel não existia. Lembro de discutir, afinal eu tinha provas... Meus pais colocavam capim para as renas e, no dia seguinte, não havia nada, ao que ela retrucou que eram eles mesmo que as retiravam no dia seguinte. A Lara, minha amiga, também dizia que a mãe colocava leite... ao que completou: Seus pais tiram de manhã, antes que vejam.... 
Chorei bastante, mas hoje lembro como um episódio engraçado.



Minha mãe (Ética): também minha professora de Geografia, marcada pela ética, sem nunca mostrar qualquer indício do que cairia ou não na prova. Chegou a me fazer estudar o mapa do Oriente Médio que eu não sabia nada, viu o quanto repeti tal atividade e não o colocou na prova. 
Sempre foi a pessoa mais profissional, correta e coerente naquilo que fazia. Exemplo de ética e seriedade em seu trabalho.
Até hoje me perguntam como eu a chamava: de mãe, dona ou professora...  Na verdade, eu não a chamava, ia direto ao assunto: "Viu ..."



Professor Quico (Respeito): pai de minha melhor amiga, professor de História, exigente, de um conhecimento que ia além dos fatos... Mostrou o respeito que deveríamos ter pelo profissional, levantando toda vez que se aproximava da porta. Fico feliz por ter levantado em cada aula, e levantaria até hoje.


Dona Eurídice (Encanto): a primeira imagem de professora de Português que me espelhei. Sempre dava textos que eu gostava de ler, estimulava a produção de textos que tão cedo me fascinava. Tinha capricho ao passar as atividades, explicava com clareza e com ela nasceu essa paixão.


Débora (Domínio): Quando penso nela, logo me vem à cabeça inúmeras folhinhas de exercícios de orações subordinadas: adverbiais, substantivas, adjetivas. Tinha domínio total e com ela aprendi tudo isso tão bem. Passava os conteúdos também com clareza e até hoje as tais folhinhas ficam em lugar de fácil acesso para que possa usá-las com meus alunos. Também veio a somar na imagem que queria me tornar.


Tati (Paixão): uma apaixonada por literatura, gostava da forma com que falava dos livros, o jeito que instigava a leitura. Foi a grande porta para esse mundo das letras, que me incentivou a seguir carreira e a responsável por eu ter chegado onde cheguei. Podem achar que não fui longe demais, mas ela me deu asas para que eu pudesse voar por onde desejasse, e isso vale para qualquer página de um livro ou qualquer estação da vida. E fico feliz por ter chegado a um lugar seguro com isso tudo.
Não gostava de gramática, dominava todos movimentos literários, interpretava, falava de cada conteúdo com amor, com entusiasmo. Esteve comigo no vestibular, arrumou um trabalho para que eu ficasse em Campinas e até hoje me dá dicas de leitura e conversamos sobre trabalho.
Foi com a imagem dela que me certifiquei que era Professora de Português ou Literatura que queria seguir.


César (Sabedoria) : professor de Química, que deixou saudades. Nunca mais o encontrei nem nas redes sociais. Era divertido, admirava-o pelo domínio que tinha e pela forma com que fazia com que os alunos aprendessem e gostassem tanto dele.
Era com ele que almoçávamos quando tínhamos plantão, e, quando ele saía da mesa, aproveitávamos para comer torresmo, que fazia um barulhão.... kkkk


Ed (Organização): professor de História de maior capricho na lousa, fazia uns resumos e esquemas que eram claros e tornou a matéria mais compreensiva do que qualquer outra. Isso sem contar seu jeito engraçado, as piadas e as brincadeiras entre ele e o César... Também não o vimos mais.

Ladislau (Desafio): professor de uma matéria da maior dificuldade: física. Foi ele que me desafiou enquanto aluna, que foi meu grande obstáculo na vida escolar. Eu não entendia nada, e, para ajudar, a prova tinha apenas poucas questões: três ou quatro, e eu nem sabia por onde começar.
Foi com ele que aprendi o que hoje não faço com meus alunos... Um professor que me mostrou, da forma mais difícil, que eu era capaz e poderia superar.


Nice (Ritmo): Recebe o destaque por ser minha iniciação na atividade física. Dava aulas de step e localizada. Foi com ela meu despertar, antes de ser dominada e apaixonada pela Musculação e daí grandes pessoas surgiram...




Liney (Assumidade): melhor professora de Português que tive na faculdade, de um conhecimento impressionante, um domínio monstruoso...
Lembro que ela fazia cada um falar um pouco e anotava os problemas que apresentavam. Eu tinha desespero de ser chamada. No primeiro ano, ensaiara dizer sobre a mudança para Campinas, as dificuldades. Passado o primeiro ano, eu já não tinha assunto.
Nunca fui chamada e me senti compreendida.
Foi com ela que analisamos todos os editoriais possíveis, que aprofundou nosso conhecimento, fez com que estudássemos os maiores gramáticos e elaborássemos a nossa... Foi quem me deu a oportunidade de ser monitora durante alguns anos na faculdade, permitindo meu crescimento e desde já minhas aulas...


Graciema (Exigência): exigente professora de Redação, que me fez com que me tornasse uma pessoa crítica, identificando possíveis falhas e me dando certo domínio na correção de textos.
Também foi ela a responsável pela arte da reescrita que aplico nas minhas aulas, acreditando ser o melhor caminho. Quantas vezes escrevi "História de Pescador". Isso sem contar as falhas apontadas... as incoerências que tirava de nós grandes risadas por não termos percebido o que tínhamos feito.


Reynaldo (Fenômeno): melhor professor de inglês que tive na vida. Também da faculdade, esposo da Liney. Que dupla! Ficávamos pensando como era a convivência entre dois mestres de tão alta categoria.
O que posso contar dele é que consegui me apaixonar pelos poemas na língua inglesa até me atrevi a escrever um. Uma aula toda em inglês e bem humorada... Lembro-me da tensão em ser chamada, ou que fosse a vez de selecionar minha cabine no laboratório. Dava umas fitas que tínhamos que transcrever, que exigia horas e horas de dedicação e paciência com o rádio. 


Por fim agradeço a todos professores que conheci, estudei, com quem trabalhei, à equipe de professores da escola Padre Reinaldo, porque todos permitem uma formação contínua quanto profissional.

Fala sério, professor... É um recado para que o profissional tenha seriedade naquilo que faz, realize-o com prazer e maestria para que seja marcado de alguma forma.

Tive muitos professores, e teria alguma história de cada um. Porém resolvi escrever sobre os mais mais... 


Seleção de Trechos

" Naquele dia descobri que dava para ficar triste com a tristeza da gente que nem da minha família é."

"Ela ainda não aprendera que jamais deveria tentar decifrar um desenho de criança."

"A gente gostava dela, mas não gostava da aula dela, uma das piores situações pelas quais um aluno pode passar."

"Pedimos desculpas do fundo do coração, com direito a beijo carinhoso e abraço apertado, como deve ser todo pedido de desculpa que se preza."

"Bom seria aproveitar a minha infância enquanto ela durasse, já que eu seria mulher para todo o sempre."

"O bom de ser criança é ser criança."

"Você não precisa gostar das matérias, você só precisa aprendê-las."

"Um dia com gosto de sal."

"O mercado tá difícil, a concorrência é gigante. Se não apresentar um diferencial (...) Homem que cozinha sai em vantagem na frente dos outros."

"Vai aprender mandarim pra conhecer futuros empresários de sucesso."

"Eu tive a sensação de ter virado gente. É, foi exatamente essa a sensação que eu tive no primeiro dia de faculdade."

" Acho um programão ler o obituário e ir a enterro. A gente encontra os amigos, faz novos amigos, fica sabendo das novidades, quem está com quem, quem viajou, quem lipoaspirou, quem morreu e não avisou."

"Professores são como família. Eu, pelo menos, vi mais meus professores do que muitos parentes ao longo da vida. O chato dessa relação é que depois de tanto tempo.... cadê eles? Cadê essa galera que faz parte de uma parte tão especial da nossa vida?"


Observação: Agora em época de festas, muitas fotos... O livro em questão dá algumas dicas... Ao invés de dizer o bom e velhos "Xis", tente: alface, melancia ou fluminense... kkkk Repita cada palavra e confira.


EM BREVE, RETROSPECTIVA LITERÁRIA...



domingo, 1 de dezembro de 2013

Quadrilha: que não tinha entrado na história

Fim de bimestre, final de ano escolar e passei o final de semana corrigindo provas, fechando médias... Mas nada foi tão agradável quanto corrigir a análise do poema Quadrilha de Drummond aplicada ao 8º ano.
Deve ser uma dessas loucuras de ser professor... um sinal de que estou no caminho certo, de acordo com as palestras assistidas recentemente (Você deve gostar do que faz.)



A maior parte da sala obteve desempenho acima do satisfatório, o que me deixou satisfeita, já que se tratava de um universo mais subjetivo que é a poesia e, portanto, exigia mais dos alunos na hora de interpretar.

O primeiro fato que me faz escrever está relacionado à pergunta feita: Quem teve o melhor destino em sua opinião?
Gostei demais de ler as respostas e suas justificativas.
Praticamente a sala se dividiu entre João e Lili. O primeiro por ter ido para os Estados Unidos, tentar uma vida diferente, conhecer outras pessoas, buscar um futuro melhor; e Lili por ter se casado, não ter se envolvido com ninguém e esperado o momento e o homem certo.
Uma aluna também apresentou outra personagem: Teresa, pois quem ela amava morrera de desastre e, dessa forma, para ela só havia um caminho.
SENSACIONAL

Devo dizer que li piadinhas de alunos... quando postei o poema no Facebook (a espera de demais respostas dos leitores que não souberam brincar), dizendo que ainda bem que não acharam que a Maria teve o melhor destino, seguida de risadas. Logicamente referindo-se à minha vida... Só me restou rir também. Devia ter acrescentado um ponto por um comentário desse....ou quem sabe tirado... kkkkk 

Agora o que eu responderia?
Talvez Lili por ter encontrado uma pessoa que não estava na história, uma surpresa do destino, algo que estava reservado a ela, sem qualquer ligação com seu passado.
E você? Qual a sua opinião!?
Responda, faça uma blogueira feliz...

Outra questão fenomenal foi  pedir a reescrita do poema, aplicando-o à modernidade... Uma forma de trabalhar intertextualidade... 
Como foram boas as produções: divertidas, trágicas, reais, criativas.
Vou reproduzir as melhores:

"João odeia Teresa que odeia Raimundo
que odeia Maria que odeia Joaquim que odeia Lili
que não odeia ninguém.
João foi para Nova York, Teresa para uma boate
Raimundo morreu de cirrose, Maria ficou encalhada
Joaquim se jogou do prédio e Lili casou com Mário
que não tinha emprego."

Izabelle Veridiano Farto

"João odiava Teresa que detestava Raimundo
que tinha nojo de Maria que não gostava de Joaquim que odiava Lili
que não odiava ninguém.
João foi para Mococa, Teresa para o Nordeste,
Raimundo se casou com um homem, Maria ficou grávida e não sabia quem era o pai da criança
Joaquim morreu baleado e Lili se divorciou do marido"

Gustavo Lauriano Souza

"João traiu Teresa que traiu Raimundo
que traiu Maria que traiu Joaquim que traiu Lili
que não traiu ninguém.
João foi para Paris, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de infarto, Maria ficou viúva,
Joaquim suicidou-se e Lili matou J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."

Ariele Barbosa dos Santos
"João mandou um torpedo para Teresa que passou para Raimundo
que passou para Maria que passou para Joaquim que passou para Lili
que não passou para ninguém.
João desligou o bate papo, Teresa deixou ligado,
Raimundo desligou o computador, Maria continuou trocando torpedo
queimou o computador de Joaquim e Lili recebeou outro torpedo 
e correspondeu."

Rinaldo da Silva Junior


E como eu faria essa reescrita?

Minha Quadrilha

João namorava Teresa que era apaixonada por Raimundo
que era noivo de Maria que sonhava com Joaquim que gostava de Lili
que não saía com ninguém.
João foi para Mato Grosso, Teresa para São Paulo
Raimundo ficou sozinho, Maria desistiu de amar,
Joaquim ficou calado e Lili se casou com o comandante
que não tinha entrado na história.

Luciana S. Avancini

Não passa perto das produções dos meus...
Mas enfim, é o que produzi em um sábado à noite!

Colocando meu blog em dia...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Zahir: visível e presente

Com as atividades escolares típicas da vida de um professor em fim de bimestre, terminei faz algum tempo O Zahir de Paulo Coelho, e só hoje que terminei de postar os trechos e estou disposta a fazer uma reflexão...


Depois de ler alguns exemplares do autor, talvez tenha me tornado um pouco crítica... Achei que  a criatividade na criação da personagem foi um pouco perdida. Para mim não resta dúvida que o protagonista é o próprio Paulo Coelho, um escritor de renome, que já até fizera, se não me engano, o caminho de Santiago...

Porém o enredo é interessante... Casado com Esther, ele mantinha um relacionamento morno, sempre muito individualista, focado em sua carreira, em seus interesses e vontades. Porém, um dia, ela simplesmente desaparece.



O livro se desenvolve na busca e valorização desse amor, destacando a importância da mulher na vida de um homem, não como dependência, mas como complemento.
No decorrer desse reencontro, ele é obrigado a se desfazer e se reconstruir por meio das pessoas que conhece e de circunstâncias que vivencia, até que consiga se livrar de tudo que encobre sua essência.
Quando isso acontece, ele está pronto para reencontrar Esther.


E o nome, apesar de estranho, aparece logo no início seguido de uma explicação. Em árabe, quer dizer visível, presente, incapaz de passar despercebido.

Então me pergunto... O que pode ser o Zahir nesse livro?

O amor, a figura da mulher, a busca pela paz interior que envolve essa união entre os dois primeiros elementos.
Essa é minha visão.
Se você também leu, compartilhe seu ponto de vista...

Gostaria de dizer que fico feliz ao ler Paulo Coelho. Em meio ao seu texto, encontro passagens poéticas, reais, trágicas, metáforas tão profundas, ensinamentos, respostas para minhas próprias perguntas...
Talvez isso explique minha seleção numerosa de trechos. Gosto de cada um deles, e sou capaz estampá-los em muitos momentos de minha vida. Algumas pensando em mim, outras em  você, também em nós, e algumas aplicadas a qualquer um...


VASTA SELEÇÃO DE TRECHOS...

"Espero que sua estrada seja longa,
Que sejam muitas as manhãs de verão
(...)
Não apresse os seus passos
é melhor que a jornada demore muitos anos
e seu barco só ancore na ilha
quando você já estiver enriquecido
com o que conheceu no caminho."

"Não me arrependo dos momentos que sofri, carrego minhas cicatrizes como se fossem medalhas, sei que a liberdade tem um preço alto, tão alto quanto o preço da escravidão; a única diferença é que você paga com prazer, e com um sorriso, mesmo quando é um sorriso manchado de lágrimas."

"Liberdade não é a ausência de compromissos, mas a capacidade de escolher - e me comprometer- com o que é melhor para mim."



"Se eu tentar e falhar, não sei como será o resto de minha vida: por isso é melhor viver pensando em um sonho do que enfrentar a possibilidade de vê-lo dar errado."

"Se você perguntar se gosto de sua companhia, a resposta é sim. Se, entretanto, quer saber se consigo viver sem você, a resposta também é sim."

"Enquanto não arriscar tudo pelo que julgo ser a verdadeira razão de minha vida, dias como este voltarão a acontecer."

"Sempre poderei voltar a fazer o que estou fazendo agora, mas o meu sonho, ele não pode mais esperar. Ou eu o aceito ou o esqueço."

"Aquela mulher me fez dizer 'sim' quando eu queria dizer 'não', renunciou à minha companhia porque seu amor por mim era maior até mesmo que seu amor por ela (...) Aquela mulher quase menina, quieta, com olhos que diziam mais que qualquer palavra, muitas vezes amedrontada em seu coração, mas sempre corajosa em seus atos, sendo capaz de amar sem se humilhar, sem pedir perdão por lutar por seu homem."



"O ser humano tem dois grandes problemas: o primeiro é saber quando começar, o segundo é saber quando parar."

"Já não sou mais aquele que sonhava em ser alguma coisa: eu sou." (Uau)

"Você chegou à metade e não chegou até o final, está meio contente e meio triste, não é nem um homem frustrado nem um homem realizado. Não é frio nem quente, você é morno e coisas mornas não afetam o paladar."

"As pessoas acreditam no que querem acreditar."

"Liberdade absoluta não existe: o que existe é a liberdade de escolher qualquer coisa, e a partir daí tornar-se comprometido com sua decisão."

"- Estou apaixonada e tenho medo de sofrer.
- Não tenha medo; a única maneira de evitar esse sofrimento seria recusar-se a amar."


"- Sabe o que eu gostaria de lhe perguntar? Gostaria de saber se você me ama como eu o amo. Mas não tenho coragem. Não ousaria fazer esta pergunta, porque a resposta pode estragar minha vida."

"Acredito em sinais. Eu acredito em destino. Acredito que as pessoas tenham, todos os dias, uma possibilidade de saber qual a melhor decisão a tomar em tudo o que fazem."

"Acredito que o mundo será mais feliz se duas pessoas, apenas duas pessoas, forem mais felizes."

"Lembro-me de que, muitos anos atrás, alguém me perguntou o que tinham em comum todas as minhas namoradas que passaram por minha vida. A resposta foi fácil: EU."

"Morreu enquanto estava vivo."

"Se eu tivesse que morrer hoje, apesar de tudo o que tinha ocorrido em minha vida, apesar de minhas derrotas, das injustiças que sofrera ou que fizera alguém sofrer, eu permaneceria vivo até o último minuto, e com toda a certeza podia afirmar: ' O meu dia foi bom, pode a noite descer.'



" E o que você quer? Viver no topo do mundo? Quem lhe garante que a montanha é melhor que a planície? Sabemos per-fei-ta-men-te o que desejamos da vida! Sabe o que desejamos? Paz! E tempo livre."

"Por que as pessoas são tristes?
É simples. Elas estão presas à sua história pessoal. Todo mundo acredita que o objetivo desta vida é seguir um plano. Ninguém se pergunta se esse plano é seu ou foi criado por outra pessoa. Acumulam experiências, memórias, coisas, ideias dos outros, que é mais do que podem carregar. E, portanto, esquecem dos sonhos."

"À medida que contamos, nos despedimos do que já fomos."

"Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora. Soltar. Desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba,  mas simplesmente porque aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é."
"Falamos de tudo, menos de amor, porque amávamos sem precisar comentar sobre o assunto."

"Estava acostumado a olhar o mundo usando seus olhos."

"A medida que o tempo passa, vão ficando cada vez mais dependentes um do outro, afinal a idade está chegando, as oportunidades de uma nova vida estão partindo."

"O importante, o necessário, o definitivo é agir como se nada estivesse acontecendo, é tarde demais para mudar."

"Já dei o primeiro passo, preciso ir até o final."

"Existe sempre um evento em nossas vidas que é responsável pelo fato de termos parado de progredir. Um trauma, uma derrota especialmente amarga, uma desilusão amorosa, até mesmo uma vitória que não entendemos direito, termina fazendo com que nos acovardemos, e não sigamos adiante."

"Ninguém quer esse tipo de liberdade, todos nós queremos um compromisso, uma pessoa para estar ao nosso lado vendo as belezas de Genebra, discutindo sobre livros, entrevistas, filmes, ou dividindo um sanduíche. Melhor comer metade do que comê-lo inteiro. Melhor ser interrompido pelo homem que deseja voltar logo para casa porque existe um importante jogo de futebol na tv, ou pela mulher que para diante de uma vitrine e interrompe no meio o comentário sobre a torre da catedral, do que ter Genebra inteira para si mesmo, todo o tempo e sossego do mundo para visitá-la."




"- E saiba, mesmo que não acredite, que eu a amei enquanto estivemos juntos.
- Tenho certeza, mas isso não diminui em nada minha dor."

"A primeira sensação, quando iniciamos esse tipo de viagem é achar que não vamos chegar nunca. A segunda é sentir-se inseguro, abandonado e pensar dia e noite em desistir. Mas se você resiste uma semana, vai até o final."

"Peço que seu horizonte seja mais amplo do que aquilo que consegue ver."



"Sempre usam a palavra azul para descrever o céu, mesmo que ele esteja cinzento, porque sabem que acima das nuvens ele continua azul."

"O sofrimento nasce quando esperamos que os outros nos amem da maneira que imaginamos, e não da maneira como o amor deve se manifestar: livre, sem controle, nos guiando com sua força, nos impedindo de parar."

Até a próxima!




domingo, 27 de outubro de 2013

Só entre nós

Semana do Saco Cheio rendeu boas leituras no sol, na sombra, enquanto chovia...
E, depois de ter ficado tensa com o romance de Nicholas Sparks, resolvi ler um para relaxar: Só entre nós, a história de Abelardo e Heloísa. Não se trata do clássico, mas há uma referência ou uma intertextualidade...


Acredito ser um tema bastante atual - dois adolescentes que se conhecem virtualmente e passam a trocar emails e cartas, contando do mundo particular de cada um. 

Ambos são solitários, sem muito diálogo com a mãe: a dele controladora, a dela prezando pela liberdade e independência. Desse modo, Abelardo e Heloísa estabelecem uma relação de confiança e compartilham segredos, crises, vivências, paixões, pensamentos, sonhos, anseios...

Devo dizer que se trata de um livro adorável, que pode ser lido sim pelos adolescentes e até ser um exemplar para ser trabalhado em aulas de leitura na escola.


Fazendo uma breve reflexão, poderia dizer que essa fase da vida é composta de "nós", ou seja, de situações embaraçosas, muitas vezes pela falta de conversa, de orientação, de compreensão e até de aceitação. Penso que tudo isso faz parte desse início de processo de amadurecimento, em que há insegurança, conflitos, além de tudo em excesso: amor de mais, solidão exagerada, sofrimento absurdo, praticamente sem causa certa. 
Acho que a palavra que resume a adolescência é intensidade... E acredito que seja um drama necessário, para que se possa, na vida adulta, fazer escolhas sensatas, equilibradas e nem por isso menos intensas e verdadeiras que antes.

Recentemente li um artigo de opinião de opinião sobre a autoridade dos pais ou falta dela, que achei bastante interessante. A autora, também mãe, diz que não entende quando as pessoas perguntam: Como é ter uma filha de 16 anos? Deve ser complicado ser mãe de uma adolescente." Parece que ganhara uma adolescente no Natal, embrulhada em um pacote-surpresa. E a acrescenta: "Eu não comecei a educá-la agora; faz dezesseis anos que ela é minha filha!"
Engraçado e verdadeiro...

A educação, o diálogo começam desde quando são ainda pequenos, para que saibam os limites, para que tenham nos pais alguém em que possam realmente confiar... Mesmo sabendo que são os outros adolescentes a quem vão recorrer para contar, em primeiro lugar, sobre um amor, uma paixão, uma decepção...

Talvez a mensagem que esse livro deixa aos pais é que precisam de tempo para ver os filhos crescerem, acompanhar seus passos, compreender seu mundo e aceitá-los, cada um à sua maneira.

Quanto ao final, devo dizer que não esperava tanto... Fui surpreendida e adorei!
Fica a dica!
Agora vou compartilhá-lo com meus lindos do 9º ano! Acabo de descobrir como faço número ordinal no teclado rs Ctrl + Alt + tecla com os seguintes caracteres: } ] º... Esse google sabe tudo mesmo!

E a primeira a testar a leitura será Maria Eduarda!

SELEÇÃO DE TRECHOS

"Quanto ao compromisso sério... Viver já não é um compromisso sério pra caramba?"

"Procuro alguém que possa me falar de coisas lindas e que possa ouvir o que eu tenho para contar. Não é muito."

"Poemas. Tenho muitos (....) São os meus elos mais fortes com a vida."

"Tenho tanta coisa para dizer e tão poucos dispostos a me ouvir, que, quando pego um para vítima, ele o é integralmente."


"Gosto de ver palavras no papel. Letra de gente, quente como gente, no papel. A ideia e as emoções presas permanentemente naquela vastidão branca me seduzem de verdade."

"É essa pressa que mata o sonho, é no medo neurótico de não se perder tempo que se perdem as coisas maiores. Que nossa amizade tenha tempo de crescer, sem tempo de perceber que está crescendo."

"É bom ter você para dizer coisas que ninguém mais diz."

"Poesia é refúgio seguro."

"Isso de não ter fim é grande demais para caber no meu pobre pensamento, não consigo alcançar, não dá nem para imaginar o que é não ter fim."


"Estou deixando meus sentimentos brotarem explicitamente. Que eles sejam o que tiver de ser. Loucamente."

"As pessoas são cruéis por instinto, habitue-se a isso e seja superior."

"Pense na vida como um rio. Ora lento, ora rápido, o caminho dele é sempre o mar."

"O amor vive de incertezas."

"Quero ter apenas um pouco mais do que livros como companhia."

Partiu para atmosfera mística 
de Paulo Coelho





quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Nicholas Sparks: O Guardião

Para quem está acostumado ao estilo de Nicholas Sparks, O Guardião é um livro inovador. Tem romance sim, como todos os outros, mas o clima é de tensão praticamente da metade ao final. O enredo é cheio de mistério, de suspeitas, envolve totalmente o leitor e, no meu caso, fiquei desesperada.


Logo no começo do texto, já descobrimos que O GUARDIÃO será o cachorro imenso (pesquisei para imaginar a dimensão), dinamarquês, Singer, presente planejado pelo marido Jim antes de morrer. Sabendo que Julie tinha somente a ele, sem filhos, sem familiares; ele oferece um animal surpreendente que demostra os mais ternos sentimentos, esperteza e se configura como sua melhor e maior companhia.


Achei que o livro teria algo de sobrenatural... Ao ler os livros dele, tentamos supor o que nos será apresentado. Mas Nicholas é sempre surpreendente.
Um Porto Seguro, outro exemplar do autor, já tem um pouco desses elementos, e penso se esse tipo de romance se tornará uma tendência...
(Cabe dizer aqui que o filme é espetacular, vale a pena conferir... E a protagonista é linda!)


Ao fechar o livro, o que penso? (Parece que já posso ver o filme em minha cabeça);
Releio a chamada: "Seu grande amor pode estar mais perto do que você imagina"...
Acho que todo mundo pensa isso em algum momento e quer saber o que vai ser.
Quantas vezes questionamos possibilidades, em dar uma chance para algo diferente acontecer... Mas, para isso, precisamos sentir, fato que faz toda a diferença.
Brinco que minha hora também vai chegar, mesmo que eu mesma diga secretamente: duvido... Mas eu me desafio e acredito no amanhã.

E por que não se pode dizer que Mike também foi um Guardião para Julie? Afinal ele salvou seu coração, poupou-a de uma vida de enganos, de uma decepção e frustração futuras...
Um homem simples, trabalhador, que aos poucos ou desde sempre desperta a admiração de nossa personagem, admiração essa que se torna um carinho, um elo entre seu passado e um amor para vida toda.
Que mulher não sonha com um Guardião desses? Seja em forma de homem ou de cachorro... Ambos fazem valer uma vida, cada um a seu modo.


ADORÁVEL SELEÇÃO DE TRECHOS


"Eu ficaria arrasado se você nunca mais voltasse a ser feliz. Então, por favor, faça isso por mim. O mundo fica melhor quando você sorri."

"Ela havia chegado a um ponto da vida em que nada mais a surpreendia.
Hoje em dia, pensava, eram as pequenas coisas que importavam. Eram os acontecimentos cotidianos que definiam quem ela era."

"Era o tipo de pessoa que tornava a vida muito mais fácil só pelo fato de saber que sempre poderia contar com ele."

"As pessoas agem de maneira diferente quando o assunto é seu passado."

"Não é preciso ter pressa, pensou. Se isso for certo, eu saberei."

"Não era como se uma luz tivesse se acendido subitamente. Era mais como um alvorecer, quando, de uma maneira quase imperceptível, o sol fica cada vez mais claro até você perceber que a manhã chegou."



"Esses tinham sido os momentos em que sentira mais feliz, quando finalmente se permitiu acreditar no impossível. Esses tinham sido os momentos em que tudo parecera certo no mundo."

"- Tenho certeza de que há uma dúzia de homens esperando uma chance de convidá-la para sair.
- Só preciso de um." (Boaaaaaaaaaa resposta!)

"O passado projeta grandes sombras."

"Não importa com quem você se case, desde que ele a ame mais do que você o ama."

"- É preciso coragem para mudar de vida como você fez.
- Eu não tinha escolha.
- Sempre se tem uma escolha. Só que algumas pessoas fazem a errada."

"Sexo não era a coisa mais importante em um relacionamento, mas também não era a terceira ou a quarta em ordem de importância."

"Ela sempre acreditara que havia dois tipos de pessoas: as que olham pelo para-brisa e as que olham pelo retrovisor. Sempre fora do tipo que olha pelo para-brisa: que se concentra no futuro, não no passado, porque o futuro é a única parte que ainda se pode alcançar."



"Tinha necessidade de deixar a sua própria marca no mundo."

"Você acredita nisso? Se acredita, terá que estar pronto para lidar com isso."

"A maioria das pessoas vivia na ilusão de que tinha controle sobre a própria vida, mas isso não era totalmente verdade. Sim, você podia decidir o que comer no café da manhã, o que vestir e todas essas pequenas coisas, mas, assim que saía para o mundo, estava à mercê de todas as outras pessoas ao seu redor, e tudo o que podia fazer era torcer para que elas não descontassem em você caso estivessem tendo um dia ruim."


"As pessoas sob estresse costumavam ter os mesmos hábitos e rotinas, como se esperassem manter certa aparência de ordem em seu mundo."

"Sei que nós queremos acreditar que esta é uma cidade pequena e pacata, e na maior parte do tempo é mesmo, mas coisas ruins também acontecem em lugares assim."

"Não se preocupe. De onde estiver, cuidarei de você. Serei seu anjo da guarda, querida. Pode contar comigo para protegê-la."

Até a próxima postagem...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ela disse, ele disse: O Namoro

E o décimo quarto livro escolhido deste ano foi "Ela disse, ele disse - O Namoro, uma parceria de Thalita Rebouças com Mauricio de Sousa.
Já comentei sobre o lançamento desse livro em outra postagem, fiquei pensativa se comprava ou não, porque não tinha achado que seria interessante a mistura de personagens como Mônica, Cebolinha e Cascão com o mundo de Leo e Rosa...


Na verdade, comprei por insistência de meus alunos do nono ano. Acreditem! Eles são ótimos leitores... Talvez tenhamos cumprido nosso papel com essa turma. Hoje é difícil escutar um professor declarar tal fato, quando só escutamos que os alunos estão cada vez mais desinteressados. 

Fiz a leitura primeiro, para que pudesse emprestar para eles, assim como fiz com o livro "Fala sério, amor", que foi o exemplar mais compartilhado entre os alunos, embora não tenha sido lido em sala.


Porém, ao terminar de ler, achei que valeria a pena divulgá-lo entre os alunos como sugestão de leitura, já que se trata mesmo de uma continuação de Ela disse, ele disse. As personagens de Mauricio de Sousa apenas comentam alguns trechos, não se misturam à história.
E o impressionante foi que escolheram a leitura deste, quase que com unanimidade.

Portanto, fica a dica às professora de Português que trabalham leitura em sala de aula e aos milhares de adolescentes que se identificam com Thalita Rebouças. 
O tema é namoro: primeiras crises, o que cada um pensa sobre o relacionamento, ciúmes, amizades e muito mais.
Portanto, não deixa de ser essencial ler primeiro Ela disse, ele disse para, depois, acompanhar o desfecho das personagens neste exemplar.

Quanto ao final, gostaria que terminasse de outra forma. Mas acredito que possa ter uma continuação -  a separação, uma vez que o namoro na adolescência dificilmente tem longa duração.


(*) BREVE SELEÇÃO DE TRECHOS


"Namorar é muito mais que beijar, é entender, é compreender, é ceder."

"Sogra é um negócio complicado, a maioria sai à noite, pra voar de vassoura."

"A distância sempre facilita o amor entre sogras e noras."

"Nós não temos que querer. Nós, homens, temos que fazer."

"Um casal não precisa ser um casal o tempo inteiro."

"Elogio é sempre bom. E tato. Muito tato na hora de pronunciar cada palavra, porque tudo pode ser mal interpretado por uma garota."

"Linda, linda é a palavra. Sempre. Linda e mais nada. Mais nada."


(*) Talvez minha seleção tenha sido breve, porque meu olhar já não é mais adolescente, mesmo que a leitura proporcione essa volta.

Veja os exemplares de Thalita Rebouças e escolha o seu!


Até a próxima postagem!